Picasso, como nos conhecemos e como nos amamos…

Numa noite qualquer, cheguei em casa e, pam…não podia entrar; do outro lado da porta um falatório; minha mãe e meu irmão, cheios de mistérios pedindo para eu tomar cuidado ao abrir a porta da cozinha, já que tenho costume de entrar em casa por ela, não gosto de entrar pela sala.

Fiquei “doida”, pois não sou fã de surpresas…para ser sincera, detesto!

Mas não tive outra opção, a não ser entrar com cuidado, quando olhei para o chão, via aquele montinho preto lindo, me apaixonei na hora!

 

Ele, o montinho, todo faceiro pulou em mim todo feliz, como se já nos conhecíamos há tempos…foi lambida para todo lado.

Ficamos todos (os humanos) meio pasmados, e agora, o quê vamos fazer? Ficar com ele? Que nome vamos lhe dar? Será que fugiu de casa ou foi abandonado? Devemos colocar cartazes para ver se alguém está a sua procura? Será que alguma criança vai ficar doente sentindo a falta dele?

 

Passado o choque inicial, resolvemos ficar com ele e como ninguém sabia como chamá-lo, adotamos Picasso, foi ideia minha, é claro…sou fã de Pablo Picasso, um pintor espanhol, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que passou a maior parte da sua vida na França, aliás um pintor muito famoso.

 

Enfim, Picasso passou a fazer parte da nossa família, um amor de cãozinho, amoroso com todos, inteligente, obediente e muito, muito ciumento. Não mexam na sua ração, senão ele vira uma fera.

Tempos depois descobrimos que Picasso sofre ataques epiléticos, e ao procurar por seus antigos donos na região, não localizamos ninguém. Também cogitamos doá-lo para alguém mais afortunado, haja vista que já tínhamos outros cães e pensando que talvez seria melhor para ele. No final desistimos de doá-lo e resolvemos ficar com ele com medo que fosse abandonado à própria sorte.

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Hoje, é mais um dos dez animais que temos, todos com suas histórias e personalidades, felizes por estarmos juntos como uma grande família.

Assim é a vida, a nossa vida!

Picasso, nosso amor de quatro patas.

 

 

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Os direitos dos animais domésticos

Que todos os animais têm direitos nós já sabemos e que uma parte considerável da sociedade brasileira possui animais também. A questão é que a maioria desses lares não possuir se quer responsabilidade para com estes animais.

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Os cuidados necessários com os animais variam de acordo com o tipo de animal, os animais domésticos são aparentemente mais fáceis de cuidar, sua alimentação basicamente é ração e água e, claro os cuidados médicos necessários adequados, somados a mínima atenção de seus donos.

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Todos esses cuidados são direitos previstos em lei, sendo a maior delas a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Art. 225. […] § 1º […] incumbe ao poder público:

VII –  proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

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Porém, isso não é suficiente, haja vista os inúmeros os casos de maus tratos de animais domésticos, tais como: manter o animal preso em lugares pequenos e anti-higiênicos, violência física e verbal, utilizar animal em shows que possam lhe causar desconforto, abandono e até ameaças são consideradas como crime previsto no artigo 32 da Lei Federal dos Crimes Ambientais 9.605/98, e prevê pena de reclusão de 3 meses a 1 ano.

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Para que a lei seja cumprida, é preciso que denúncias sejam feitas quando um desses casos for testemunhado, a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia de polícia e é totalmente anônima, pois segundo o artigo 2º -parágrafo 3º do decreto 24.645/34 “Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais”, sendo assim é o Estado responde como autor da ação.

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Além das leis de proteção do bem-estar animal, existem também as leis que garantem a posse de animais em residências e apartamentos, nesse caso é o direito de propriedade amparado pela constituição Federal no seu artigo 5º. Então, todo cidadão tem o direito de possuir um animal doméstico, porém deve se levar em consideração normas para uma boa convivência social em condomínios e residenciais.

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A permanência de animais nesses lugares só pode ser restringida se for comprovada a importunação ao sossego, à salubridade ou à segurança dos vizinhos. Possuir animais de pequeno porte, limitar o acesso do animal em áreas de convívio público e manter a higiene são fundamentais para não incomodas os vizinhos.

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Possuir um animal doméstico é uma grande responsabilidade e é preciso estar pronto para assumir todos os gastos que o animal traz e dedicar tempo e carinho a ele. Animais são uma das melhores companhias que o ser humano pode ter e zelar pelo seu bem-estar é uma retribuição pelo amor incondicional que o animal oferece ao seu dono.

Até a próxima!

Lucas pede socorro

Olá, eu sou o Lucas,

Como vocês podem ver minha vida não tem sido fácil, mas devido a uma briga entre nós caninos, ela (a vida) ficou bem pior. Eu já tive uma vida boa, mas por alguma razão que não me lembro no momento fui parar na rua como cão sem dono.

Um dia, uma família me adotou, é uma família até “boa”, o problema é que são irresponsáveis, imaturos e sem noção. Eles não cuidavam de mim e dos meus irmãos adotivos como deveria e não têm a menor noção de como nós animais precisamos de amor e carinho, como precisamos de um lugar limpo, alimentos adequados e água limpa, isso é só o básico….

Pois bem, minha vida que já não era lá essas coisas, ficou bem pior, pois além de não ser cuidado como deveria, um dia me envolvi em uma briga canina e infelizmente levei a pior. Minha orelha ficou gravemente ferida e como não foi cuidada, acabou dando bicheira. Sofri muito, pois os bichos estavam me comendo vivo. Eu cheirava mal. Um horror.

Todos tinham nojo de mim, me expulsavam, me chutavam, me jogavam água e outros coisas. As pessoas fugiam de mim, eu por outro lado vivia fugindo de outros cães para não apanhar mais e ficar mais ferido. Um dia uma moça falou para umas das protetoras que tinha um cãozinho na rua, mas não disse a ela que eu estava gravemente ferido e com bicheira.

O tempo foi passando….

Mas como Deus e São Francisco são bons e misericordiosos, eles fizeram com que eu encontrasse uma das protetoras (a mais brava) e ela veio até mim, mas eu com estava amedrontado, fugi.

Porém, ela não desistiu de mim, graças à Deus, ela foi atrás da minha vida pregressa e descobriu toda a situação que eu me encontrava, a triste vida que estava levando, tudo que eu estava passando e começou a me ajudar. A partir dai minha vida mudou completamente, só que desta vez para a melhor. Fiquei um tempo ainda com meus donos, mas lá não foi bom, eles me deixavam no sol, preso, sem água e comida. Eu gritava muito, porém agora a protetoras estavam de olho. A protetora mais briguenta fez um barraco, xingou, ameaçou, só faltou bater naquele “povo” sem noção, ela só não denunciou porque analisou a situação e não quis prejudicar eles (donos), já que a vida deles já está bem precária, vida miserável, para ser sincero…

Outras protetoras se envolveram e juntas elas se revisavam para me ajudar, fui levado ao veterinário, medicado e alimentado. Hoje estou temporariamente na casa de uma das protetoras sendo cuidado dia-a-dia. Estou cada vez melhor, meu ferimento está cicatrizando, tenho uma casinha limpa, comida e água fresca e limpa. Até engordei, kkkk

Meus irmãos adotivos estão sendo cuidado, uns já foram adotados, só eu espero um lar de amor e carinho. Alguém realmente goste de animais e não aquele fogo de palha que só dizem gostar de nós.

Pois, se não foi para sermos felizes, porque nascemos?

Beijo no coração,

Lucas

 

 

 

Melinda, dois dias e duas noite na chuva pedindo socorro

Oi, eu sou a Melinda, minha mãe me resgatou em uma noite fria e chuvosa. Uma mulher sem coração e sem noção me adotou, mas com ela não gostava de mim, deixava eu trancada em um quarto e não colocava areia para eu fazer minhas necessidades fisiológicas, então eu fazia no chão mesmo, ela ficava muito brava, mas eu não tinha, opção. Eu também miava muito, não gosto de ficar sozinha e presa, eu acho que nem os humanos gostam, né!

Eu sou um felino, preciso de um local adequado para viver, preciso amor, carinho e atenção, com essa humana eu não tinha nada disso, só sofria…ela me xingava, dizia que eu era porca, feia e que me jogaria na rua.

E num dia chuvoso ela me abandonou. Passei frio, fome, sede e tive muito medo. Fiquei procurando abrigo, pois todos sabem que gatos não gostam de água, bom, pelo menos a maioria e eu estou entre a maioria, kkkk.

Como eu estava dizendo, o desespero me tomou e eu gritava cada vez mais alto na esperança que algum humano de bom coração e consciente da nossa existência (animais) me ouvisse e me resgataria. Acabei entrando em quintal e tentei entrar pela janela da casa, mas os humanos sem noção daquela casa não me aceitaram e pior nem tentaram me ajudar, eles são uns insensíveis, só sabem procriar, isso eu também, sei…só a minha mãe não sabe, kkkk

Então, como eu estava dizendo, fiquei lá desesperadamente pedindo socorro, eu só queria sair da chuva, comer e beber água, mas ninguém se importava comigo, com o meu sofrimento. Mas como Deus é grande e São Francisco ajudou, eles deram um toc, a mamãe me ouvi e veio correndo em meu socorro, ela me levou para nossa casa na mesma hora.

A mamãe me disse que eu não gostaria daquela casa, assim como não gostei da outra, é um muquifo, tem um monte de gente entrando e saído o tempo todo, um monte de criança, aff…e mulheres não cuidam nem delas mesmas, como cuidariam de mim…uma gente estragada, credo!

Minha mãe também me disse que tempos depois uma de suas amigas, havia comentado que minha antiga dona não gostava de mim e que havia me abandona. Minha mãe ficou mastigando essa história e um dia encontrou a fulana e deu umas culapadas nela, falou tudo que aquela bruxa precisava ouvi e que se eu pudesse teria tido; a bruxa ficou quietinha e a mamãe disse mais: se ela (bruxa) fizesse aquela crueldade com outro animalzinho, mandava dar uma surra nela e prendê-la, bem feito!

Enfim, hoje sou muito feliz, tenho uma casa confortável, alimento a vontade e água fresquinha e limpa, irmãos e irmãs; somos uma família grande, mais bicho do que gente, minha mãe não gosta muito de humanos, ela nos prefere, os animais…ela tem pouquíssimos amigos humanos, pessoas parecidas com ela…

Eu brigo com minha irmã Charlotte e não gosto das crianças (filhotes da Charlotte), também não converso com a Negona (cachorra), ela vive me olhando com aquele olhar de psicopata, ela é antissocial, ataca quase todos, só respeita e ama a mamãe…também a mamãe vive “lambendo” nós, quem não gosta, né!

Eu sou extremamente saudável, feliz e amo a minha nova vida!

E penso, se não foi para ser feliz porque existo!

Beijo no coração,

Melinda

Meus Amores – hoje