Lambidas de cães no rosto são inofensivas

A maioria dos cães adora uma oportunidade para lamber o rosto de seus humanos. Tem gente que adora um beijinho na bochecha – e até na boca –, enquanto outros torcem o nariz e se esquivam do amiguinho de quatro patas. Mas afinal de contas, a saliva dos cães deve ser evitada como se fosse uma questão de vida ou morte?

Alguns povos já consideraram a saliva dos cães medicinal, como os egípcios. Eles usavam a saliva canina em rituais de cura e acreditavam que a lambida do cão poderia ajudar a curar ferimentos e doenças. Já os franceses têm a expressão “langue de chien, langue de médecin”, ou “língua de cachorro, língua de médico”.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido mostra que a saliva do cachorro tem substâncias boas. A análise da saliva de labradores e beagles revelou que haviam ali enzimas antimicrobianas, proteínas como lisozimas e imunoglobulinas, e peptídeos que causam buraquinhos na membrana das células das bactérias.

Outra crença popular é que as pessoas devem lamber arranhões na própria pele para acelerar a cicatrização. Essa crença não é tão maluca assim, já que a saliva humana tem água e muco, enzimas e substâncias antimicrobrianas que ajudam a afastar infecções. Mas será que a saliva do cão poderia ter o mesmo efeito na pele humana?

Outra pesquisa da Universidade de Maryland (EUA) mostra que os humanos e cachorros têm apenas 16,4% de micróbios em comum na saliva. Ou seja, o microbiano oral dos cães é muito diferente do nosso.

O problema é que essas belas boquinhas caninas também carregam muitas bactérias. Todo cachorro adora lamber o chão, cheirar o traseiro de outros animais e comer coisas questionáveis que encontram por aí.

Os cães também carregam doenças perigosas para humanos, como raiva, salmonela, norovírus, pasteurella e campylobacter. Essas doenças, porém, são transmitidas pela mordida ou pelo contato com as fezes do animal, e não por uma lambida.

“Como microbiólogo, eu sei que a saliva do cão carrega uma multitude de micróbios. Mas a maioria é parte da vida normal dos cães e é inofensiva para tanto os cães e para os humanos”, diz Jennifer Tsang ao site Massive.

A recomendação de Jennifer é que as lambidas de cães na pele saudável não devem ser temidas, mas as pessoas devem tomar cuidado com ferimentos abertos e com as mucosas. Isso tudo para quem não tem alergia aos cães. Já quem fica com rashes vermelhos e coceira com o contato com a saliva do cachorro deve evitar esse tipo de contato.

Fonte: Por , em 12.07.2018

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Picasso, como nos conhecemos e como nos amamos…

Numa noite qualquer, cheguei em casa e, pam…não podia entrar; do outro lado da porta um falatório; minha mãe e meu irmão, cheios de mistérios pedindo para eu tomar cuidado ao abrir a porta da cozinha, já que tenho costume de entrar em casa por ela, não gosto de entrar pela sala.

Fiquei “doida”, pois não sou fã de surpresas…para ser sincera, detesto!

Mas não tive outra opção, a não ser entrar com cuidado, quando olhei para o chão, via aquele montinho preto lindo, me apaixonei na hora!

 

Ele, o montinho, todo faceiro pulou em mim todo feliz, como se já nos conhecíamos há tempos…foi lambida para todo lado.

Ficamos todos (os humanos) meio pasmados, e agora, o quê vamos fazer? Ficar com ele? Que nome vamos lhe dar? Será que fugiu de casa ou foi abandonado? Devemos colocar cartazes para ver se alguém está a sua procura? Será que alguma criança vai ficar doente sentindo a falta dele?

 

Passado o choque inicial, resolvemos ficar com ele e como ninguém sabia como chamá-lo, adotamos Picasso, foi ideia minha, é claro…sou fã de Pablo Picasso, um pintor espanhol, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que passou a maior parte da sua vida na França, aliás um pintor muito famoso.

 

Enfim, Picasso passou a fazer parte da nossa família, um amor de cãozinho, amoroso com todos, inteligente, obediente e muito, muito ciumento. Não mexam na sua ração, senão ele vira uma fera.

Tempos depois descobrimos que Picasso sofre ataques epiléticos, e ao procurar por seus antigos donos na região, não localizamos ninguém. Também cogitamos doá-lo para alguém mais afortunado, haja vista que já tínhamos outros cães e pensando que talvez seria melhor para ele. No final desistimos de doá-lo e resolvemos ficar com ele com medo que fosse abandonado à própria sorte.

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Hoje, é mais um dos dez animais que temos, todos com suas histórias e personalidades, felizes por estarmos juntos como uma grande família.

Assim é a vida, a nossa vida!

Picasso, nosso amor de quatro patas.